Como medir perdas na armazenagem, quebras e qualidade

No dia a dia da armazenagem de grãos, boa parte das perdas não aparece de forma evidente, já que elas costumam surgir de forma diluída em diferenças de peso, variações de qualidade e inconsistências entre entrada e saída.

Quando não há uma rotina estruturada de medição, essas perdas acabam sendo tratadas como normais, quando na verdade podem esconder falhas operacionais, problemas de processo ou até riscos financeiros relevantes.

Por isso, é importante saber como medir, interpretar e agir, a fim de reduzir ou mesmo mitigar perdas na armazenagem. Neste artigo, você vai aprender como impedir que essas perdas comprometam o seu lucro. Vem com a gente!

O que são perdas na armazenagem de grãos?

As perdas na armazenagem de grãos podem ser classificadas em dois grandes grupos:

quebra técnica, quando é esperada, e perda por falha de processo, quando é evitável.

A quebra técnica está relacionada a aspectos naturais, como redução de umidade, movimentação e secagem. 

Já a perda por processo ocorre por falhas operacionais, como erro de pesagem, mistura de lotes ou controle inadequado. Separar esses dois fatores é essencial para uma gestão eficiente.

Por que as perdas na armazenagem de grãos ocorrem?

Na armazenagem de grãos, nem toda perda aparece de forma clara, como mencionamos no início do artigo. Muitas vezes, ela está diluída em pequenas diferenças entre entrada e saída, ajustes de qualidade ou inconsistências de medição.

Dessa forma, sem um modelo estruturado de controle, essas variações passam a ser tratadas como naturais, quando, na prática, podem indicar falhas operacionais relevantes.

O que controlar na armazenagem de grãos para evitar perdas?

Para evitar perdas na armazenagem de grãos, é preciso entender o que deve ser monitorado de forma padronizada.  Nesse sentido, há três fatores importantes que sustentam o controle, que são os seguintes:

1 – Peso (entrada vs saída)

O peso é um indicador base. Qualquer análise deve começar pela comparação entre o volume recebido e expedido.

2 – Qualidade do grão

Para analisar a qualidade do grão, é necessário observar a umidade, impureza e quebras físicas, pois esses fatores impactam diretamente o peso líquido e o valor do produto.

3 – Movimentação e estoque

Transferências internas, mistura de lotes e variações de estoque são situações críticas de perda. Sem controle desses três elementos, não é possível fazer uma análise confiável.

Quais os indicadores usados para medir perdas e qualidade?

Para reduzir as perdas na armazenagem de grãos, é importante acompanhar indicadores, que incluem os seguintes: 

  • % de umidade na entrada e saída;
  • % de impureza por lote;
  • Índice de quebra técnica por tipo de grão;
  • Peso líquido ajustado após descontos;
  • Diferença entre estoque físico e contábil;

Esses indicadores devem ser medidos de forma padronizada e comparável ao longo do tempo.

O que é aceitável em perdas na armazenagem de grãos?

Quando não existe uma tolerância definida, qualquer perda pode virar um problema. Por isso, é fundamental estabelecer limites claros para aspectos, como:

  • Variação de umidade após secagem;
  • Percentual máximo de impureza;
  • Faixa aceitável de quebra técnica;
  • Diferença máxima de estoque.

Essas tolerâncias devem considerar condições climáticas, tipo de cultura e processo de secagem utilizado. Todas as perdas que estiverem fora desta faixa devem ser consideradas um desvio operacional. 

Passo a passo prático para medir perdas na armazenagem de grãos

Para medir adequadamente as perdas na armazenagem de grãos, é essencial seguir um passo a passo que considere fatores importantes. Veja a seguir:

1 – Padronizar a coleta de dados na entrada

O primeiro passo é registrar o peso bruto e líquido, medir umidade e impureza, além de 

identificar lote e origem. Lembre-se que, sem padrão na entrada, toda análise futura fica comprometida.

2 – Aplique regras de ajuste de qualidade

Para evitar distorções na análise de perdas na armazenagem de grãos, é fundamental aplicar uma fórmula padronizada de desconto por umidade e impureza, gerando o peso líquido ajustado. 

Esse indicador representa o valor real do produto e deve ser utilizado como base para todas as comparações.

3 – Controle cada etapa do processo

É importante registrar os dados após as etapas de limpeza, secagem e transferências internas, pois esse acompanhamento ao longo do processo permite identificar com precisão em qual etapa a perda está ocorrendo.

4 – Compare entrada vs saída ajustada

A análise correta não deve considerar o peso bruto, mas sim o peso ajustado, após os descontos por qualidade. É essa base que reflete o valor real do produto ao longo do processo.

A pergunta que deve orientar essa etapa é: o volume expedido está dentro do esperado quando se consideram as condições de qualidade e as etapas operacionais envolvidas?

5 – Aplique tolerâncias

Compare o resultado com os limites previamente definidos. Quando os valores estiverem dentro da faixa estabelecida, trata-se de uma quebra técnica esperada. Quando ultrapassarem esses limites, há indícios de falha no processo. 

6 – Analise desvios por lote e operação

Quando houver uma diferença relevante, é fundamental investigar o lote específico, analisar o operador ou turno envolvido e avaliar o processo aplicado naquela etapa. 

Essa análise permite identificar a origem do desvio e agir de forma precisa. Vale ressaltar que desvios que não são investigados tendem a se repetir e se transformar em prejuízo recorrente.

7 – Valide os dados 

 Antes de concluir que houve uma falha no processo, é essencial validar os dados. Isso inclui conferir as balanças, revisar as medições de umidade e garantir que os registros estejam corretos. 

Em muitos casos, perdas aparentemente operacionais são, na verdade, resultado de erros de medição ou inconsistências no registro das informações.

Como separar quebra técnica de erro de processo?

Para separar a quebra técnica do erro de processo, é necessário cruzar dados com o contexto operacional da armazenagem. 

A quebra técnica ocorre quando os resultados estão dentro das tolerâncias previamente definidas, seguem o padrão histórico da operação e são coerentes com o processo aplicado. 

Já a falha de processo fica evidente quando os indicadores ultrapassam os limites estabelecidos, apresentam comportamento inconsistente ao longo do tempo ou se concentram em etapas específicas da operação. 

Essa análise precisa ser feita de forma recorrente, e não apenas no fechamento do mês, para permitir correções rápidas e evitar perdas acumuladas.

Conclusão

Controlar perdas na armazenagem de grãos exige uma rotina consistente, com medições padronizadas, indicadores claros e tolerâncias bem definidas. Quando essa parametrização não existe, as perdas se tornam invisíveis e recorrentes.

Para impedir essas perdas, conte com as soluções da Econt Agro, sua operação ganha mais controle, rastreabilidade e precisão na gestão da armazenagem, reduzindo desvios e aumentando a eficiência do negócio.

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