O IBS e a CBS são as novas contribuições que substituem diversos tributos sobre o consumo, que chegam com a Reforma Tributária para simplificar a maneira como as empresas apuram, recolhem e controlam impostos no Brasil.
Essa mudança requer uma reorganização completa das rotinas fiscais, principalmente na apuração por tipo de operação, na categorização adequada de créditos e débitos e na conciliação entre notas fiscais, sistemas contábeis e financeiro.
Implementar um processo bem estruturado e auditável desde a origem das informações é essencial para garantir a correta apuração dos tributos, reduzir inconsistências fiscais e assegurar que os dados fiscais, contábeis e financeiros estejam alinhados.
Leia o nosso artigo e descubra como desenhar a apuração com conciliação. Vem com a gente!
IBS e CBS: entenda os novos tributos
A Reforma Tributária é a maior mudança no sistema de tributos sobre o consumo em décadas. A sua finalidade é simplificar o sistema tributário, reduzir custos burocráticos e garantir mais transparência na cobrança de impostos.
Entre as principais mudanças da reforma é a substituição de cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por dois novos, que são:
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): competência compartilhada entre estados e municípios;
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): competência federal.
A nova estrutura será implementada de maneira progressiva a partir deste ano, com um período de transição até 2033.
Nesse período, empresas terão que lidar com os dois sistemas — o antigo e o novo — o que exige adaptação tecnológica e contábil.
Passo a passo da apuração de IBS e CBS por tipo de operação
A apuração do IBS e da CBS requer uma mudança global, principalmente, porque o imposto deixa de ser apurado somente no fechamento do período e passa a ser construído desde a origem da operação.
Dessa forma, cada nota fiscal emitida ou recebida deve estar categorizada adequadamente para que os créditos e débitos sejam apurados corretamente.
A seguir, um passo a passo objetivo para aplicar na rotina:
- Organize as notas do período – saídas e entradas
Reúna todas as NFs emitidas e recebidas do mês e certifique-se que não tem documentos faltando, duplicados ou cancelados sem tratamento. Essa base é o “ponto de partida” da apuração.
- Classifique cada nota por tipo de operação
Separe as notas de acordo com a natureza da operação, como venda, prestação de serviço, devolução, transferência, exportação, etc. Essa classificação é essencial porque define como o IBS/CBS se comporta.
- Valide a parametrização tributária aplicada à operação
Antes de calcular qualquer valor, veja se o cadastro e a regra tributária daquele tipo de operação estão corretos no sistema. Parametrização errada nessa etapa pode gerar erro “em cadeia”.
- Calcule os débitos das operações de saída
Para cada operação tributável, verifique base de cálculo e alíquotas aplicáveis e apure o valor de IBS/CBS devido na saída. Se possível, adote um processo automatizado nessa etapa, mas não deixe de fazer a conferência por amostragem.
- Apure os créditos das operações de entrada
Identifique as entradas que geram direito a crédito e valide se o documento fiscal está adequado. Feito isso, calcule e registre os créditos correspondentes de IBS/CBS.
- Consolide os valores no período de apuração
Some os débitos e os créditos do mês, separando por tipo de operação quando necessário, para obter o saldo final. Lembre-se que o resultado deve refletir o que foi movimentado no período.
- Faça a conciliação para garantir consistência
Cruze os totais apurados com:
- Notas fiscais – o que foi emitido/recebido.
- Contabilidade – impostos a recolher/a recuperar.
- Financeiro – valores pagos, provisionados e a recuperar.
- Registre evidências e finalize o fechamento fiscal
Gere relatórios, salve os demonstrativos e formalize a validação do fechamento, para garantir a rastreabilidade e facilitar auditorias internas e externas.
Lembre-se que a apuração por tipo de operação é uma exigência para assegurar consistência, rastreabilidade e segurança no novo sistema tributário.
Importância parametrização tributária como base para uma apuração correta
Outro cuidado importante é fazer a parametrização tributária, que é a base da apuração do IBS e da CBS. Isso porque, sem cadastros bem configurados, mesmo processos estruturados ficam sujeitos a erros recorrentes.
Dessa forma, parametrizar significa ajustar os sistemas para que cada tipo de operação siga adequadamente as regras de incidência, geração de créditos e integração com a contabilidade e o financeiro.
Quando isso não é feito, é comum que ocorram tributações incorretas, perda de créditos e inconsistências entre áreas, normalmente percebidas somente no fechamento mensal.
Sendo assim, a parametrização requer padronização, alinhamento entre os setores e revisões constantes.
No novo modelo do IBS e da CBS, ela deixa de ser somente uma questão técnica e passa a ser um processo estratégico para obter uma apuração confiável e, assim, reduzir riscos fiscais.
Como fazer a conciliação fiscal entre notas, impostos, contabilidade e financeiro?
A conciliação fiscal é essencial para garantir que a apuração do IBS e da CBS esteja correta em toda a estrutura da empresa, principalmente, porque ela conecta documentos fiscais, valores apurados, registros contábeis e impactos financeiros.
A primeira fase de conciliação acontece entre notas fiscais e impostos apurados, onde todas as operações que geraram débitos ou créditos de IBS e CBS devem estar documentadas corretamente, sem omissões ou duplicidades.
Além disso, é importante também fazer a conciliação fiscal com a contabilidade, para que os valores de impostos a recolher ou a recuperar estejam refletidos de forma correta nos lançamentos contábeis.
Lembre-se que incompatibilidades nesse processo sinalizam erros na origem dos dados ou na parametrização.
Por fim, a conciliação com o financeiro é essencial para validar se os valores apurados correspondem aos valores efetivamente pagos ou previstos. Esse processo é importante para evitar diferenças entre o que foi conferido e o que impacta o caixa da empresa.
A boa notícia é que quando adotada como uma rotina mensal, com etapas de verificação claras e responsabilidades definidas, a conciliação fiscal torna a apuração do IBS e da CBS um processo seguro e previsível.
Mais do que a correção de falhas, esse processo atua de forma preventiva, fortalecendo o controle tributário e a governança fiscal da empresa.
Conclusão
A apuração do IBS e da CBS, quando feita desde a origem das informações, torna-se um processo previsível, auditável e alinhado entre fiscal, contábil e financeiro.
Nesse novo modelo de tributação, não se esqueça que fazer a parametrização correta, a apuração por tipo de operação e adotar rotinas de conciliação bem definidas.
Esse cuidado é importante para reduzir erros, evitar perda de créditos e garantir conformidade no novo sistema tributário.
Para um controle mais efetivo, conte com a tecnologia especializada. Com as soluções da Econt Sistemas, sua empresa consegue estruturar rotinas fiscais mais seguras, integradas e eficientes, conectando dados operacionais, fiscais e financeiros em um único ecossistema.
Dessa forma, a gestão tributária ganha um modelo estratégico, preparado para as exigências do IBS e da CBS.
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