Como preparar a sua empresa para a Reforma Tributária no agro

A Reforma Tributária chega em 2026 com uma série de mudanças, que também refletirá no agronegócio.

Por isso, preparar a sua empresa é essencial para evitar riscos fiscais, perdas financeiras e retrabalho operacional. 

Muito mais do que compreender a legislação, o grande desafio está em mapear os processos que mais serão impactados, como compra, venda, frete e armazenagem, além de organizar dados, cadastros e evidências desde agora.

Para ganhar previsibilidade, reduzir o risco de autuações e manter a operação rodando sem travar decisões, antecipar os ajustes e estruturar as rotinas de controle é essencial para tornar o processo gradual, seguro e alinhado à realidade do agronegócio.

Confira nosso artigo!

O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária, aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, é considerada a maior mudança no sistema de tributos sobre o consumo em décadas.

Sua finalidade é promover a simplificação do sistema tributário, reduzir custos burocráticos e garantir mais transparência na cobrança de impostos. Ela substitui cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por dois novos:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência compartilhada entre estados e municípios;
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal.

A nova estrutura será implementada de forma gradual a partir deste ano, com um período de transição, que vai até 2033.

Nesse período, empresas e produtores ainda terão que lidar com os dois sistemas — o antigo e o novo — exigindo, assim, adaptação tecnológica e contábil.

Qual o impacto operacional da Reforma Tributária no agro?

A Reforma Tributária vai além da apuração de impostos, afetando diretamente a maneira como os processos operacionais são aplicados. 

As primeiras inconsistências podem aparecer em rotinas mal estruturadas, onde falhas de cadastro, integração e conciliação tendem a gerar divergências fiscais. 

Quando esses processos não estão bem organizados, o risco de autuações aumenta, já que a operação deixa de produzir dados consistentes para sustentar a conformidade.

Sendo assim, antes de qualquer mudança, é importante compreender como a operação realmente funciona. Isso porque, adequar sistemas sem ajustar processos pode resultar em regras inconsistentes, retrabalho e perda de controle. 

Sem um mapa operacional claro, os ajustes técnicos são realizados de maneira aleatória, ampliando os riscos fiscais e operacionais. 

Onde a Reforma Tributária mais quebra na prática?

Na rotina do agronegócio, os principais impactos da Reforma Tributária surgem na execução dos processos e não somente na interpretação da lei. 

Ou seja, na rotina operacional aparecem as inconsistências, que podem prejudicar a apuração, crédito tributário e margem. Confira onde a Reforma pode gerar problemas na sua empresa:

Compra de insumos: falhas de cadastro e enquadramento fiscal impactam no aproveitamento de créditos e na integração entre nota, estoque e financeiro. 

Setor de vendas: a variedade de rotinas requer regras bem estabelecidas, já que falhas nessa etapa comprometem diretamente o faturamento e a margem.

Frete e a logística: áreas que costumam concentrar riscos quando CT-e, notas e contratos não estão alinhados, o que resulta em inconsistências de base de cálculo e dificuldade de comprovação fiscal. 

Dados e cadastros: a falta de padronização e controle pode multiplicar as falhas ao longo de toda a operação, potencializando a exposição a autuações.

Como iniciar a adequação da empresa à Reforma Tributária no agro?

Para te ajudar a iniciar à adequação à Reforma Tributária no agro, elaboramos esse checklist, que serve como ponto de partida para identificar riscos e organizar as rotinas. Confira:

Processos

Mapear os fluxos de compra, venda, frete e armazenagem é a primeira etapa para entender como a operação deve ser conduzida e quais processos podem ser impactados pela Reforma Tributária. 

A partir desse levantamento, é possível encontrar os pontos de decisão fiscal em cada etapa do processo, a fim de compreender de forma clara onde ocorrem riscos e inconsistências. 

Outro cuidado importante é definir responsáveis por cada processo, pois isso ajuda a garantir controle e rastreabilidade. 

A documentação das regras operacionais também é importante nesse processo, já que ela cria uma base segura para adaptações futuras e comprovação das rotinas adotadas.

Dados e cadastros

Outro cuidado fundamental é revisar os cadastros de produtos, insumos e serviços , visto que esse trabalho assegura que as informações usadas na operação estejam corretas e completas. 

A validação de NCM, unidades de medida e regras tributárias também deve ser executada para evitar falhas que se propagam ao longo dos processos e impactam a apuração.

Somado a isso, a padronização dos cadastros entre as áreas fiscal, de estoque e financeira deve ser realizada, pois ela assegura consistência dos dados e reduz divergências. Conciliações

Conciliações

Por sua vez, as conciliações garantem que as informações estejam alinhadas entre os setores, o que diminui o risco de inconsistências fiscais. 

Não deixe de conferir as notas fiscais com os registros de estoque e financeiro para garantir a identificação de falhas antes que se tornem problemas maiores. 

Além disso, a validação da integração entre os dados fiscais e contábeis é essencial para evitar divergências de apuração.

Organização

Já as evidências são o suporte que comprova a conformidade dos processos. Garantir o armazenamento organizado de NF-e, CT-e e demais documentos de apoio é fundamental para auditorias e fiscalizações. 

Lembre-se também que a manutenção de relatórios de conciliação e validação, aliada ao registro do histórico de ajustes e correções, fortalece a rastreabilidade das informações. 

Conclusão

A Reforma Tributária no agro representa um avanço importante, mas sua implementação exigirá coordenação entre os entes públicos e atenção para evitar distorções. 

Para empresas e trabalhadores, a adaptação passa por entender as novas regras e buscar orientação adequada. 

Com soluções de gestão integrada, como as da Econt Sistemas, as empresas podem  padronizar processos, centralizar dados e fortalecer conciliações, tornando a adaptação mais segura, eficiente e previsível´.

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